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O fato é que pouca gente faz justiça a uma garota que começou aos 12 anos, descoberta por Patrício Teixeira, contratado pelos Pais dela para ensinar violão. Aos 14, a caçulinha do casal Jairo e Altina Leão, voz doce e frágil, já cantava pelos joelhos (dos mais belos que já vi), na academia que Carlinhos Lyra e Roberto Menescal mantinham num apartamento “que não tinha lá dentro”, de tão pequeno que era, na Rua Sé Ferreira, em Copacabana, hoje palco de frequentes tiroteios.
Carlinhos Lyra e Roberto Menescal

Estou falando de Nara Leão. A bossa nova nasceu com ela. Cresceu no apartamento dos pais dela, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, onde costumava receber Menescal, Carlinhos Lyra, Ronald Boscoli (com quem se relacionou) e até Sérgio Mendes.
Nara Leão foi jornalista. Atuou como repórter do Jornal Última Hora, do cunhado Samuel Wainer, casado com a irmã mais velha, Danuza Leão.
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A estréia profissional da cantora que “en-cantava pelos joelhos”, se não me falha a memória, foi na cômica opereta de Vinicius e Carlinhos Lyra “Pobre Menina Rica”, nos idos de antigamente. Anos 60... Foi quando o saudoso Stanislau (Sérgio Porto), cunhou-lhe o título de “Musa da Bossa Nova”.
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E dizer que assisti a isso tudo.
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Capricorniana, de 19 de janeiro de 1942, Nara Loffego Leão, capaxiba de Vitória, nos deixou a 7 de junho de 1989. Hoje se chama saudade, a cantora que en-

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