
A televisão engatinhava. O Repórter Esso tinha acabado na Rádio Nacional, e, com Gontijo Teodoro na Rede Tupi, estava em decadência. Para se ter uma idéia, as entrevistas coletivas só começavam quando a Rádio JB chegava. E igual prestígio tinha o Jornal do Brasil, senhor da razão e das verdades, sobre um Globo vendido ao Time Life e à ditadura militar.


Apoiada pelos militares, a Globo que já tinha duas emissoras AM e duas FMs, quando só se podia ter uma, arrematou num leilão, o canal livre internacional da Rádio Mayrink Veiga, empastelada pela repressão. E, depois de dois incêndios, adquiriu com o seguro o equipamento de televisão que fez a diferença...
Saudade dos bons tempos... Lembro que o Jotabê desmascarou as empresas Globo no episódio pró-consult e devolveu a Leonel Brizola a realidade dos números de uma eleição viciada. Isso William Bonner não pode contar no Livro sobre o Jornal Nacional. Não tinha consciência do momento, nem interessaria às “empresas”.

Diz que fecha o jornal em dezembro, se não conseguir vender, até lá, o diário que circula desde 1891.

É pena! Com o fechamento do Jornal do Brasil desaparece o detentor de parte da história da luta pela liberdade e pela democracia no País...
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