quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PORCA MISÉRIA


Eu devia chorar. Mas acho engraçado um governo que no batismo é de trabalhadores, defender com unhas e dentes o aumento imoral do salário mínimo para 545 reais, sob argumento de que o custo disso será o reflexo de bilhões na folha dos aposentados. Pois o ministro da Fazenda, Guido Mantega foi à Câmara dos Deputados só para dizer isso.

A imprensa faz questão de espetar o PDT que teria deixado o Ministro do Trabalho que é do partido, de saia justa, por não conseguir dobrar a bancada comandada pelo deputado Paulinho da Força, e, que, já anunciou que vai votar em 560 reais, pondo em risco o emprego de Carlos Lupe.

O governo deve ganhar a queda de braço, infelizmente. Mas sofre seu primeiro desgaste em sua própria base no congresso. E, mais que isso: perante as centrais sindicais e a classe trabalhadora.

É nos chamar, a todos, de idiotas dizer que o salário mínimo inflaciona e que o que ganham os políticos não arranha a economia.

O deputado Paulinho da Força que é também presidente da Força Sindical foi textual: “Eu sinto até vergonha de dizer ao trabalhador que estamos brigando só por 15 reais a mais, ou 50 centavos por dia, o que não dá para comprar dois pãezinhos”.

Recapitulando a historia da revalorização do salário mínimo devemos lembrar que enquanto se lutava para elevá-lo a 100 dólares, a turma do ‘deixa disso’ argumentava que a Previdência Social quebraria e que as prefeituras não suportariam. Hoje o mínimo é de quase 300 dólares. Ninguém quebrou.

Aumentar o salário mínimo é essencial, porque injeta recursos na veia da economia. Foi injetando recursos na economia que o Brasil venceu a crise econômica mundial mais cedo que todos os outros países.

Falei e disse!

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